terça-feira, 15 de março de 2011

Texto para a aula do Rodrigo - 15 de Março

Galera ai está o texto que será usado hoje na aula do Rodrigo, foi escaneado pela Leticia, por isso batamos palmas por sua ajuda e diponibilidade!

Viva!!!

quinta-feira, 10 de março de 2011

O Mito da Caverna - História da Arte

Exercício – Mito da Caverna

Orientações:
=> Responda individualmente ou em grupos com, no máximo, três
pessoas.
=> Entrega: 16 de março (quando discutiremos o material em sala)

Para responder as perguntas abaixo, considere o seguinte:
1. O texto (disponível na xerox e também anexo) de Platão.
2. As imagens abaixo, representando o mito.
3. As discussões sobre Arte Grega que fizemos até o momento.
4. Particularmente no que se refere à pergunta final, utilize suas
referências (teatrais, literárias, cinematográficas, etc) e, obviamente,
sua imaginação.




Nas respostas, sempre que possível utilize exemplos:



1-O que é a caverna?
2-O que são as sombras formadas pelos objetos?
3-Quem é o prisioneiro que sai da caverna?
4-O que representa a luz exterior (o sol)?
5-O que é o “mundo exterior”?
6-Qual é o “instrumento” que liberta o prisioneiro?
7-Por que os demais zombam, espacam e matam o filósofo?

Associe uma ou mais produções (teatrais, cinematográficas,
literárias, etc) que, na sua opinião, refletem as idéias contidas
na “alegoria da Caverna”. Explique o porquê.



Textos pra gerar reflexão e responder acima:

Platão, República, Livro VII, 514a-517c

Depois disto - prossegui eu - imagina a nossa natureza, relativamente à educação ou à sua falta, de acordo com a seguinte experiência. Suponhamos uns homens numa habitação subterrânea em forma de caverna, com uma entrada aberta para a luz, que se estende a todo o comprimento dessa gruta. Estão lá dentro desde a infância, algemados de pernas e pescoços, de tal maneira que só lhes é dado permanecer no mesmo lugar e olhar em frente; são incapazes de voltar a cabeça, por causa dos grilhões; serve-lhes de iluminação um fogo que se queima ao longe, numa eminência, por detrás deles; entre a fogueira e os prisioneiros há um caminho ascendente, ao longo do qual se construiu um pequeno muro, no género dos tapumes que os homens dos "robertos" colocam diante do público, para mostrarem as suas habilidades por cima deles. - Estou a ver - disse ele.

- Visiona também ao longo deste muro, homens que transportam toda a espécie de objectos, que o ultrapassam: estatuetas de homens e de animais, de pedra e de madeira, de toda a espécie de lavor; como é natural, dos que os transportam, uns falam, outros seguem calados.

- Estranho quadro e estranhos prisioneiros são esses de que tu falas - observou ele.

- Semelhantes a nós - continuei -. Em primeiro lugar, pensas que, nestas condições, eles tenham visto, de si mesmo e dos outros, algo mais que as sombras projectadas pelo fogo na parede oposta da caverna?

- Como não - respondeu ele -, se são forçados a manter a cabeça imóvel toda a vida?

- E os objectos transportados? Não se passa o mesmo com eles ?

- Sem dúvida.

- Então, se eles fossem capazes de conversar uns com os outros, não te parece que eles julgariam estar a nomear objectos reais, quando designavam o que viam?

- É forçoso.

- E se a prisão tivesse também um eco na parede do fundo? Quando algum dos transeuntes falasse, não te parece que eles não julgariam outra coisa, senão que era a voz da sombra que passava?

- Por Zeus, que sim!

- De qualquer modo - afirmei - pessoas nessas condições não pensavam que a realidade fosse senão a sombra dos objectos.

- É absolutamente forçoso - disse ele.

- Considera pois - continuei - o que aconteceria se eles fossem soltos das cadeias e curados da sua ignorância, a ver se, regressados à sua natureza, as coisas se passavam deste modo. Logo que alguém soltasse um deles, e o forçasse a endireitar-se de repente, a voltar o pescoço, a andar e a olhar para a luz, ao fazer tudo isso, sentiria dor, e o deslumbramento impedi-lo-ia de fixar os objectos cujas sombras via outrora. Que julgas tu que ele diria, se alguém lhe afirmasse que até então ele só vira coisas vãs, ao passo que agora estava mais perto da realidade e via de verdade, voltado para objectos mais reais? E se ainda, mostrando-lhe cada um desses objectos que passavam, o forçassem com perguntas a dizer o que era? Não te parece que ele se veria em dificuldades e suporia que os objectos vistos outrora eram mais reais do que os que agora lhe mostravam?

- Muito mais - afirmou.

- Portanto, se alguém o forçasse a olhar para a própria luz, doer-lhe-iam os olhos e voltar-se-ia, para buscar refúgio junto dos objectos para os quais podia olhar, e julgaria ainda que estes eram na verdade mais nítidos do que os que lhe mostravam?

- Seria assim - disse ele.

- E se o arrancassem dali à força e o fizessem subir o caminho rude e íngreme, e não o deixassem fugir antes de o arrastarem até à luz do Sol, não seria natural que ele se doesse e agastasse, por ser assim arrastado, e, depois de chegar à luz, com os olhos deslumbrados, nem sequer pudesse ver nada daquilo que agora dizemos serem os verdadeiros objectos?

- Não poderia, de facto, pelo menos de repente.

- Precisava de se habituar, julgo eu, se quisesse ver o mundo superior. Em primeiro lugar, olharia mais facilmente para as sombras, depois disso, para as imagens dos homens e dos outros objectos, reflectidas na água, e, por último, para os próprios objectos. A partir de então, seria capaz de contemplar o que há no céu, e o próprio céu, durante a noite, olhando para a luz das estrelas e da Lua, mais facilmente do que se fosse o Sol e o seu brilho de dia.

- Pois não!

- Finalmente, julgo eu, seria capaz de olhar para o Sol e de o contemplar, não já a sua imagem na água ou em qualquer sítio, mas a ele mesmo, no seu lugar.

- Necessariamente.

- Depois já compreenderia, acerca do Sol, que é ele que causa as estações e os anos e que tudo dirige no mundo visível, e que é o responsável por tudo aquilo de que eles viam um arremedo.

- É evidente que depois chegaria a essas conclusões.

- E então? Quando ele se lembrasse da sua primitiva habitação, e do saber que lá possuía, dos seus companheiros de prisão desse tempo, não crês que ele se regozijaria com a mudança e deploraria os outros?

- Com certeza.

- E as honras e elogios, se alguns tinham então entre si, ou prémios para o que distinguisse com mais agudeza os objectos que passavam e se lembrasse melhor quais os que costumavam passar em primeiro lugar e quais em último, ou os que seguiam juntos, e àquele que dentre eles fosse mais hábil em predizer o que ia acontecer - parece-te que ele teria saudades ou inveja das honrarias e poder que havia entre eles, ou que experimentaria os mesmos sentimentos que em Homero, e seria seu intenso desejo "servir junto de um homem pobre, como servo da gleba", e antes sofrer tudo do que regressar àquelas ilusões e viver daquele modo?

- Suponho que seria assim - respondeu - que ele sofreria tudo, de preferência a viver daquela maneira.

- Imagina ainda o seguinte - prossegui eu -. Se um homem nessas condições descesse de novo para o seu antigo posto, não teria os olhos cheios de trevas, ao regressar subitamente da luz do Sol?

- Com certeza.

- E se lhe fosse necessário julgar daquelas sombras em competição com os que tinham estado sempre prisioneiros, no período em que ainda estava ofuscado, antes de adaptar a vista - e o tempo de se habituar não seria pouco - acaso não causaria o riso, e não diriam dele que, por ter subido ao mundo superior, estragara a vista, e que não valia a pena tentar a ascensão ? E a quem tentasse soltá-los e conduzi-los até cima, se pudessem agarrá-lo e matá-lo, não o matariam ?

- Matariam, sem dúvida - confirmou ele.

- Meu caro Gláucon, este quadro - prossegui eu - deve agora aplicar-se a tudo quanto dissemos anteriormente, comparando o mundo visível através dos olhos à caverna da prisão, e a luz da fogueira que lá existia à força do Sol. Quanto à subida ao mundo superior e à visão do que lá se encontra, se a tomares como a ascensão da alma ao mundo inteligível, não iludirás a minha expectativa, já que é teu desejo conhecê-la. O Deus sabe se ela é verdadeira. Pois, segundo entendo, no limite do cognoscível é que se avista, a custo, a ideia do Bem; e, uma vez avistada, compreende-se que ela é para todos a causa de quanto há de justo e belo; que, no mundo visível, foi ela que criou a luz, da qual é senhora; e que, no mundo inteligível, é ela a senhora da verdade e da inteligência, e que é preciso vê-la para se ser sensato na vida particular e pública.


O Mito da Caverna

Extraído de "A República" de Platão . 6° ed. Ed. Atena, 1956, p. 287-291


SÓCRATES - Figura-te agora o estado da natureza humana, em relação à ciência e à ignorância, sob a forma alegórica que passo a fazer. Imagina os homens encerrados em morada subterrânea e cavernosa que dá entrada livre à luz em toda extensão. Aí, desde a infância, têm os homens o pescoço e as pernas presos de modo que permanecem imóveis e só vêem os objetos que lhes estão diante. Presos pelas cadeias, não podem voltar o rosto. Atrás deles, a certa distância e altura, um fogo cuja luz os alumia; entre o fogo e os cativos imagina um caminho escarpado, ao longo do qual um pequeno muro parecido com os tabiques que os pelotiqueiros põem entre si e os espectadores para ocultar-lhes as molas dos bonecos maravilhosos que lhes exibem.

GLAUCO - Imagino tudo isso.

SÓCRATES - Supõe ainda homens que passam ao longo deste muro, com figuras e objetos que se elevam acima dele, figuras de homens e animais de toda a espécie, talhados em pedra ou madeira. Entre os que carregam tais objetos, uns se entretêm em conversa, outros guardam em silêncio.

GLAUCO - Similar quadro e não menos singulares cativos!

SÓCRATES - Pois são nossa imagem perfeita. Mas, dize-me: assim colocados, poderão ver de si mesmos e de seus companheiros algo mais que as sombras projetadas, à claridade do fogo, na parede que lhes fica fronteira?

GLAUCO - Não, uma vez que são forçados a ter imóveis a cabeça durante toda a vida.

SÓCRATES - E dos objetos que lhes ficam por detrás, poderão ver outra coisa que não as sombras?

GLAUCO - Não.

SÓCRATES - Ora, supondo-se que pudessem conversar, não te parece que, ao falar das sombras que vêem, lhes dariam os nomes que elas representam?

GLAUCO - Sem dúvida.

SÓCRATES - E, se, no fundo da caverna, um eco lhes repetisse as palavras dos que passam, não julgariam certo que os sons fossem articulados pelas sombras dos objetos?

GLAUCO - Claro que sim.

SÓCRATES - Em suma, não creriam que houvesse nada de real e verdadeiro fora das figuras que desfilaram.

GLAUCO - Necessariamente.

SÓCRATES - Vejamos agora o que aconteceria, se se livrassem a um tempo das cadeias e do erro em que laboravam. Imaginemos um destes cativos desatado, obrigado a levantar-se de repente, a volver a cabeça, a andar, a olhar firmemente para a luz. Não poderia fazer tudo isso sem grande pena; a luz, sobre ser-lhe dolorosa, o deslumbraria, impedindo-lhe de discernir os objetos cuja sombra antes via.

Que te parece agora que ele responderia a quem lhe dissesse que até então só havia visto fantasmas, porém que agora, mais perto da realidade e voltado para objetos mais reais, via com mais perfeição? Supõe agora que, apontando-lhe alguém as figuras que lhe desfilavam ante os olhos, o obrigasse a dizer o que eram. Não te parece que, na sua grande confusão, se persuadiria de que o que antes via era mais real e verdadeiro que os objetos ora contemplados?

GLAUCO - Sem dúvida nenhuma.

SÓCRATES - Obrigado a fitar o fogo, não desviaria os olhos doloridos para as sombras que poderia ver sem dor? Não as consideraria realmente mais visíveis que os objetos ora mostrados?

GLAUCO - Certamente.

SÓCRATES - Se o tirassem depois dali, fazendo-o subir pelo caminho áspero e escarpado, para só o liberar quando estivesse lá fora, à plena luz do sol, não é de crer que daria gritos lamentosos e brados de cólera? Chegando à luz do dia, olhos deslumbrados pelo esplendor ambiente, ser-lhe ia possível discernir os objetos que o comum dos homens tem por serem reais?

GLAUCO - A princípio nada veria.

SÓCRATES - Precisaria de algum tempo para se afazer à claridade da região superior. Primeiramente, só discerniria bem as sombras, depois, as imagens dos homens e outros seres refletidos nas águas; finalmente erguendo os olhos para a lua e as estrelas, contemplaria mais facilmente os astros da noite que o pleno resplendor do dia.

GLAUCO - Não há dúvida.

SÓCRATES - Mas, ao cabo de tudo, estaria, decerto, em estado de ver o próprio sol, primeiro refletido na água e nos outros objetos, depois visto em si mesmo e no seu próprio lugar, tal qual é.

GLAUCO - Fora de dúvida.

SÓCRATES - Refletindo depois sobre a natureza deste astro, compreenderia que é o que produz as estações e o ano, o que tudo governa no mundo visível e, de certo modo, a causa de tudo o que ele e seus companheiros viam na caverna.

GLAUCO - É claro que gradualmente chegaria a todas essas conclusões.

SÓCRATES - Recordando-se então de sua primeira morada, de seus companheiros de escravidão e da idéia que lá se tinha da sabedoria, não se daria os parabéns pela mudança sofrida, lamentando ao mesmo tempo a sorte dos que lá ficaram?

GLAUCO - Evidentemente.

SÓCRATES - Se na caverna houvesse elogios, honras e recompensas para quem melhor e mais prontamente distinguisse a sombra dos objetos, que se recordasse com mais precisão dos que precediam, seguiam ou marchavam juntos, sendo, por isso mesmo, o mais hábil em lhes predizer a aparição, cuidas que o homem de que falamos tivesse inveja dos que no cativeiro eram os mais poderosos e honrados? Não preferiria mil vezes, como o herói de Homero, levar a vida de um pobre lavrador e sofrer tudo no mundo a voltar às primeiras ilusões e viver a vida que antes vivia?

GLAUCO - Não há dúvida de que suportaria toda a espécie de sofrimentos de preferência a viver da maneira antiga.

SÓCRATES - Atenção ainda para este ponto. Supõe que nosso homem volte ainda para a caverna e vá assentar-se em seu primitivo lugar. Nesta passagem súbita da pura luz à obscuridade, não lhe ficariam os olhos como submersos em trevas?

GLAUCO - Certamente.

SÓCRATES - Se, enquanto tivesse a vista confusa -- porque bastante tempo se passaria antes que os olhos se afizessem de novo à obscuridade -- tivesse ele de dar opinião sobre as sombras e a este respeito entrasse em discussão com os companheiros ainda presos em cadeias, não é certo que os faria rir? Não lhe diriam que, por ter subido à região superior, cegara, que não valera a pena o esforço, e que assim, se alguém quisesse fazer com eles o mesmo e dar-lhes a liberdade, mereceria ser agarrado e morto?

GLAUCO - Por certo que o fariam.

SÓCRATES - Pois agora, meu caro Glauco, é só aplicar com toda a exatidão esta imagem da caverna a tudo o que antes havíamos dito. O antro subterrâneo é o mundo visível. O fogo que o ilumina é a luz do sol. O cativo que sobe à região superior e a contempla é a alma que se eleva ao mundo inteligível. Ou, antes, já que o queres saber, é este, pelo menos, o meu modo de pensar, que só Deus sabe se é verdadeiro. Quanto à mim, a coisa é como passo a dizer-te. Nos extremos limites do mundo inteligível está a idéia do bem, a qual só com muito esforço se pode conhecer, mas que, conhecida, se impõe à razão como causa universal de tudo o que é belo e bom, criadora da luz e do sol no mundo visível, autora da inteligência e da verdade no mundo invisível, e sobre a qual, por isso mesmo, cumpre ter os olhos fixos para agir com sabedoria nos negócios particulares e públicos.

terça-feira, 1 de março de 2011

Estágio - Historia do Teatro

Galera, mais uma informação da aula de História do Teatro do professor Cassio.

Ontem ele passou a primeira atividade de estágio da matéria dele. Esse estágio vale 3 horas.

Sobre o Estágio

• Retirar texto na Xerox da faculdade.
Esse texto é o 1º capitulo do livro Teatro Grego - Tragédia e Comédia, de Junito de Souza Brandão. O capitulo chama-se Tragédia Grega e vai da pagina 09 até a pagina 14.

• A partir da leitura do texto, responder as seguintes questoes;

1. Quais os principais pontos debatidos pelo autor? (responder com tópicos)
2. Quais as principais dificuldades de compreensão do texyo?
3. Quais idéias tive enquanto li o texto? (colocar tudo o que vier na sua cabeça)

• Data de entrega: 14/03
Galera... segue link do texto "As Bacantes" do Eurípides.
Para quem não foi ontem (28/02) na aula de Historia do Teatro, o professor Cassio vai nos ajudar na concepção de um roteiro para a nossa apresentação da festa "Liberação dos Bixos". Ele pediu que lêssemos o texto e separassemos trechos que achamos interessantes. Esses trechos devem ser levados pra faculdade no dia 9/03 (quarta feira) que ele vai passar pra conversar com a gente.

O link com o texto é esse:

http://www.encontrosdedramaturgia.com.br/wp-content/uploads/2010/09/Eur%C3%ADpedes-AS-BANCANTES.pdf

Beijos.
F.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Primeira Ata - Expressão Corporal e Vocal

Galera, segue a Ata da primeira aula (08/02) de Expressão Corporal e Vocal. Se conseguirmos postar todas as Atas aqui, acho válido as pessoas comentarem suas impressões. Nem sempre durante as aulas conseguimos expressar nossas opiniões.

São Paulo, 08 de fevereiro de 2011

ATA DA PRIMEIRA AULA DE EXPRESSÃO CORPORAL E VOCAL, COM OS PROFESSORES DANIELA ROCHA ROSA E RODRIGO SPINA

Eram 19 horas e 40 minutos quando entrei na sala. Uma sala preta, onde até os interruptores e tomadas eram pretas. O vidro que tem na porta também é preto, mas não pintado com tinta como o restante da sala, e sim com uma folha de papel crepom. A única coisa que não é preto é o teto, apesar que existem lugares que estão bem sujos, com marcar de mãos e dedos. Não chega a ser preto e sim um cinza escuro.

Os professores estavam encostados e/ou sentados no fundo da sala, onde se encontrava a mesa do professor. A sala já estava com bastante gente. Cada um sentado num ponto. A professora Daniela pediu que os alunos colocassem suas respectivas bolsas num canto da sala e que os mesmos tirassem seus sapatos, colocassem suas roupas para o exercício e quem tivesse algum problema com “maus odores” fosse até o banheiro para lavar os pés, axilas e outros membros corporais mal cheirosos que podem interferir na “respiração” dos outros colegas.

Estava sentado no chão tirando meus sapatos, quando alguns alunos do segundo ano entraram na sala e começaram a fazer alguns comentários imitando a professora Daniela. “Não grudem na parede”, “Pessoal, se escutem”, “Galera, se joguem na aula da Dani, porque ela é muito boa e vocês vão adorar a aula dela, o Rodrigo eu não posso falar porque ainda não conheço. Qualquer coisa podem falar comigo” disseram eles. A professora Daniela foi até a porta, cumprimentou alguns alunos, depois a fechou e disse que devíamos conversar bastante com o pessoal do segundo ano, pois eles são sensacionais.

Após falar isso, Daniela deu o start da aula, pedindo com que os alunos andassem pela sala e escolhessem um espaço para se deitar. Não um espaço comum, mas um espaço que o nosso corpo se identificasse. Cada um de nós escolheu o seu pedaço. Deitamos e fechamos os olhos. Daniela pediu que ficássemos na posição de referencia. Na posição de referencia devemos permanecer com as pernas levemente abertas, na mesma linha dos ombros. Os pés devem ficar abertos para fora e os braços encostados no chão com as palmas das mãos viradas para cima. A nossa cabeça, deve estar alinhada com o nosso umbigo. Essa posição deve nos deixar confortáveis. Dani disse para acharmos a nossa posição de referencia e que ela e o professor Rodrigo passariam por nós para nos corrigir, caso estivesse algo errado. Começamos um movimento de inspiração e expiração. Inspirar e perceber o caminho que o ar faz e passa pelo nosso corpo. Observar que lugares ele preenche até o momento da expiração. Na hora de expirar, observar quais são as cores desse ar, e o que aconteceu com o nosso corpo quando eliminamos o ar que nos preenchia. Nesse momento o professor Rodrigo comentou sobre a respiração diafragmática e que vamos trabalhá-la muito no decorrer do ano.

Permanecemos de olhos fechados, deitados, fazendo o movimento de inspirar e expirar. Começamos a observar cada parte do nosso corpo que estava plantado no chão, e as partes que não chegavam a encostar no piso e como a nossa respiração influenciava no nosso objeto de estudo: o corpo no espaço (que naquele momento, estava sendo o chão).

O meu movimento de respiração me relaxou muito. Eu não me sentia mais no chão. Me sentia flutuar. Parecia que todas as partes do meu corpo foram unidas numa só corrente de ar e cor. Não havia mais a sensação única do pé, ou das mãos, ou da minha coluna rente ao chão. Tudo era um só corpo, uma corrente que levitava amarrada ao chão. Nesse momento, a voz da Dani foi despertando cada parte do nosso corpo. Os dedos dos pés, os pés, nossos tornozelos, movimentos circulares. Sinta a panturrilha, ela esta encostada ao chão? E os joelhos? Estão pra fora? Para dentro? Que parte do nosso joelho encosta no chão? Já repararam nas suas coxas? Ela esta plenamente encostada no chão? E quando você inspirava? Qual era o movimento da sua coxa? Fomos despertando parte por parte, lentamente, de todas as extremidades do nosso corpo. Depois do corpo devidamente despertado, Dani sugeriu que nos espreguiçássemos. Pernas para um lado. Braços para cima. Cada pessoa com o seu modo peculiar de se espreguiçar. O professor Rodrigo queria som. Saber qual era o ruído que o espreguiçamento de cada individuo fazia naquele espaço. As pessoas balbuciavam os mais diversos sons. Junto com o ruído, a movimentação do espreguiçamento ficava mais enérgica. Já não necessitávamos de ficar plantado ao chão. Podíamos ir pra onde o nosso corpo nos mandar. Aos poucos fomos nos colocando em pé, muito mais leves de quando estávamos iniciando o exercício. Dani propôs então, que caminhássemos pelo espaço. Fomos caminhando pela sala, com os olhos abertos e atentos, observando tudo que estava acontecendo a nossa volta.

Enquanto caminhávamos, Dani e Rodrigo sugeriam pequenos questionamentos sobre nós, o espaço em que estávamos e a nossa relação com as outras pessoas. Mais uma vez tínhamos que observar nosso corpo. Como ele se manifestava naquela situação? Como estavam os nossos pés quando pisávamos no chão? Pisamos com as pontas dos dedos? Com o calcanhar? Ou com o peito do pé virado pra fora? Como estava o nosso olhar? Dani disse que jamais deveríamos olhar pra baixo, sempre pra frente. Encarando. Começamos a nos encarar. Olhar no fundo dos olhos dos nossos companheiros. Precisávamos naquele momento trocar. Trocar um olhar carinhoso, uma energia positiva. Encaramos um por um. Até que nos encontramos com as paredes. É instigante ver que não é só uma parede, ela tem textura, buracos, escamações, falhas lineares, pequenas ondulações. E o piso? Gelado? Quente? Liso? Áspero? Será que alguém reparou que no fim da sala existe um ralo? E se reparou, porque aquele ralo estava lá? Observamos cada ponto da sala. Não com um olhar vazio, mas sim investigativo, profundo, penetrante. Tínhamos que ver alem. De repente Dani sugere que caminhemos um pouco mais rápido, e que no som de uma palma, parássemos, fechássemos os olhos e ela tocaria uma pessoa. Ela tocou algumas pessoas, e essas pessoas tinham que falar quem estava a sua volta. Um por um. Edna, Kátia Santos, Kátia Estevam, Raul, Ivan, Beatriz, Jefferson. Dani diz, cansei da brincadeira, vamos fazer uma roda.

Fizemos um grande roda e começamos a conversar. Dani começou falando um pouco sobre ela. Sua formação, seus trabalhos. Falou sobre o Grupo Gattu, grupo que existe há mais de 10 anos e tem como sede o teatro Gil Vicente, que fica dentro da universidade. Falou sobre o processo cênico que o grupo investiga, e aproveitou para divulgar sobre o espetáculo que ela vai reestreiar: Dorotéia, de Nelson Rodrigues. Disse que em uma breve oportunidade, faríamos uma aula dentro do teatro. Não há nada melhor para um ator, do que estar num teatro, pisar num palco. Ela disse em certo momento o quanto devemos respeitar o palco, a nossa sala, os nossos colegas. Teatro é sagrado. E temos que ser generosos. GENEROSIDADE. Para mim essa foi a palavra de ordem, a palavra da aula. Deveria ser a palavra da vida. O professor Rodrigo também falou sobre sua formação, seus trabalhos e de como via o processo cênico. Dani foi incisiva ao dizer que o trabalho só ira fluir bem, quando aqueles que não estiverem afim, ou na mesma energia que o restante saírem. E isso é a ordem natural das coisas. Nós fazemos teatro. Precisa ter arte correndo nas veias, então quem não estiver afim, cai fora. Lembrei-me de um antigo professor, da época que eu cursava publicidade. Ele dizia que universidade é pra poucos, e necessita de muita entrega, e pra quem quisesse oba-oba, que fosse fazer Gastronomia, porque pelo menos, se você não se entregasse de corpo e alma, você comia a aula no final como recompensa. Não que Gastronomia seja oba-oba, mas metaforicamente falando, existem pessoas que nasceram pra fazer comida, e outras pra comer. Dani e Rodrigo enfatizaram a importância de ouvir e se ouvir, e propuseram como lição de casa que nos ouvíssemos e ouvisse as pessoas ao nosso redor. Confesso que é muito difícil. Às vezes parece que colocamos no automático, mas é um estudo interessantíssimo. Temos que dialogar mais sobre isso.

Toca o sinal. Trinta minutos de intervalo. Dani diz que fecharia a porta para não haver possíveis transtornos com perdas de objetos. Colocamos nossos sapatos, pegamos nossos pertences e saímos.

Ao voltarmos do intervalo, fizemos novamente uma roda para darmos seguimento na aula. Nesse momento, Dani e Rodrigo falaram sobre o que seriam as aulas de expressão corporal e vocal. Falaram sobre os livros que teríamos que ler durante o ano, sendo eles: A dança, do Klauss Vianna; O corpo e seus símbolos, de Jean Yves-Leloup; A preparação do Ator, do Stanislavski; Uma voz para o Ator, de Eudosia Acuña Quinteiro; O Ator invisível, de Yoshi Oida; e Voz, partitura da ação, de Lucia Gayoto. Dani, após falar sobre os livros, comentou sobre os estágios obrigatórios. Temos que assistir muitas peças, mas com um olhar critico, analisando desde o trabalho cênico dos atores até a iluminação dos espetáculos. Rodrigo aproveitou o ensejo para divulgar o espetáculo que faria no próximo final de semana: A Celebration Service, de Meredith Monk (para quem não teve a oportunidade de assistir, fique sabendo que perdeu uma oportunidade única. Uma experiência divina.)

Estávamos próximos ao encerramento da aula, e mais uma vez Dani disse sobre a generosidade que necessitávamos ter com a gente e com o outro. E sobre a importância de saber ouvir. Dani então perguntou quem faria a ATA da aula para a próxima semana. Alguns segundos de silêncio. Troca de olhares. E eu me prontifiquei a fazer. Dani e Rodrigo encerram a aula. Aplausos.

Se joguem.
Beijos
Felipe

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Ata História do Teatro

Ai pessoal, uma bela página como referência pra aula inicial sobre a História do Teatro (Não sei quanto ao conteúdo escrito, mas as imagens valem a pena como referência):

http://pt.fantasia.wikia.com/wiki/Dioniso

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Estágios e Atividades Extra Classe

REGRAS PARA REALIZAR ESTÁGIOS

O Estágio é um complemento ao aprendizado do aluno, cujo objetivo é habilitá-lo para o exercício de sua atividade profissional. Ao estagiar, o estudante tem a oportunidade de colocar em prática os conhecimentos adquiridos em seu curso e, com isso, medir o quanto aprendeu. Na UNIBAN, o estágio obrigatório é componente da matriz curricular e deve ser realizado por todos os alunos dos cursos anuais, desde a primeira série. Ou seja, é um requisito para aprovação e obtenção do diploma.

Para cumprir esta atividade de forma correta, o aluno deve procurar o Manual de Estágio do seu curso junto com os Institutos ou acessar o tópico “Estágios e Atividades Extraclasse” na Intranet. Lá estão todas as instruções para a realização do estágio como locais, formas, prazos e carga horária. Por isso, é de extrema importância que o aluno o consulte. Para os estudantes que trabalham em atividades compatíveis com alguma das áreas de formação do seu curso, as horas trabalhadas são aproveitadas para cumprir a carga horária exigida pelo estágio. Isso porque, em seu trabalho, o aluno coloca em prática aquilo que aprende na teoria. Vejamos um exemplo: um estudante cursa Administração e trabalha em uma empresa na área de gestão. Essa atividade tem ligação com seu curso, por isso, é válida como horas de estágio.

Segundo a legislação, alguns cursos, além dos estágios, devem cumprir outros tipos de atividades. É o caso das licenciaturas, que devem ainda cumprir Atividades Acadêmico-Científico-Culturais (AACC) e da Pedagogia, que deve cumprir Atividades Teórico-Práticas de Aprofundamento (ATPA).

Esses estágios podem ser realizados externamente em empresas ou dentro da própria Universidade, quando houver vagas. Por exemplo, nas clínicas de saúde ou no Centro de Atendimento Jurídico (CAJ), ou em organizações conveniadas pela mesma. Quando realizados fora da Instituição, o aluno deve apresentar relatórios de estágio a um docente responsável, conforme definido para cada curso. O professor aprova o relatório e registra sua entrega. Porém, o aluno deve ficar atento, pois é sua responsabilidade inserir no sistema, via Intranet, no tópico “Estágios e Atividades Extraclasse”, os estágios do período letivo, conforme datas específicas. Confira no Regulamento Geral de Estágios todas as regras para realizar esta atividade no tópico “Resoluções / Regulamentos” da Intranet.

REGRAS PARA CUMPRIMENTO DE ATIVIDADES EXTRACLASSE

Além de cumprir estágios, os alunos de alguns cursos de Graduação devem realizar também Atividades Complementares. Como o nome sugere, essas atividades são realizadas para complementar a formação do aluno. Elas estimulam os estudantes a ampliarem seus horizontes e, quando previstas na matriz curricular dos cursos, são obrigatórias. Ou seja, indispensáveis para a formação acadêmica.

As Atividades Complementares para os cursos de licenciatura e Pedagogia levam outro nome: Atividades Acadêmico-Científico-Culturais (AACC) para as licenciaturas e Atividades Teórico-Práticas de Aprofundamento (ATPA) para Pedagogia.

Nos manuais específicos de cada curso, disponíveis com os Institutos, constam uma série de atividades que o aluno pode fazer e qual a carga horária de cada atribuição. Elas estão assim divididas: profissionalizante, transdisciplinar e humanística. Na primeira, diferentemente do estágio obrigatório, o aluno pode realizar cursos de extensão, participar de palestras, simpósios, congressos e outros eventos ligados à sua área. Já as atividades transdisciplinares correspondem, por exemplo, à participação em palestras de outras áreas do conhecimento, mas que sejam importantes para sua formação. Por fim, são exemplos de atividades complementares humanísticas visitas à feiras, museus ou exposições e até idas ao teatro e cinema, se forem peças e filmes ligados ao conteúdo do curso.

Para comprovar a realização dessas atividades, os alunos devem apresentar relatórios aos docentes responsáveis, com as comprovações devidas. Esses, por sua vez, se tudo estiver correto, aprovarão o relatório e farão um registro de entrega. Mas, atenção! É sua a responsabilidade de inserir no sistema, via Intranet, no tópico “Estágios e Atividades Extraclasse”, suas atividades, de acordo com prazos específicos.